30 março, 2013

02 #Doce Infância - Desenhos (01)

                              O Fantástico Mundo de Bob





A  iniciar por uma corrida radical em um velo-trol, que criança não se animava com isso? Eu pelo menos surtava. Eu tive um velo-trol, atualmente são essas motocas que as crianças de três a quatro anos têm. Nem sei se o termo "velo-trol" é utilizado ainda, ou se é apenas um regionalismo mineiro. O  meu, era rosa com branco. Tinha uma tampa atrás para se guardar fantasias infantis (o que renderá um post futuro). 

O fato é que quando iniciava-se a música instrumental do desenho, e o personagem surgia pedalando seu brinquedo, eu já estava posta ao meu pedalando em círculos. Como se eu fosse parte daquele desenho animado. 

É um dos desenhos que mais marcou a minha infância! Não apenas pelas corridas de Motinha na sala, ou pelos pulos no sofá ao som da trilha sonora do programa, mas pelo seu contexto. 
É um desenho inteligente. Acreditem! Sempre retratando o lúdico infantil e abordando as experiências vividas pela fase, da idade com inteligência e pudor. Bob compartilhava dúvidas de muitas crianças. Bob fantasiava como muitas crianças. Bob retratava a geração daquelas crianças. 

Os medos dele, como de bicho-papão e dentista. Sem falar no nojo que ele tinha da sua adorável vizinha, da mesma idade, que sempre lhe tascava uma beijoca. E o tio louco que era responsável por muitas de suas aventuras? Ah... Que delícia. 

Bob é o personagem perfeito para se acompanhar toda uma longa trajetória. Tipo, se criassem episódios que mostrassem o crescimento dele, pré-adolescência e adolescência. Sei lá... Acho que a "moçada" precisa um pouco mais disso. 

Hoje... O que são os atuais desenhos animados? Cadê a simplicidade? O lúdico? A fantasia? De fato, todos os programas de TV, enfaticamente aqui nesse post, os desenhos animados refletem a geração infantil atual. E o pior é que os desenhos não são os espelhos de nossas crianças, são exatamente as fôrmas. 

O meu medo é que a minha geração que viveu, as mesmas ou semelhantes, influências que eu não fujam da atual programação em seus futuros. Partindo da ideia de que aqueles que fazem parte da minha geração terão filhos, eu fico na torcida para que eles tenham a decência de ensinar aos seus filhos as nostalgias saudáveis da vida e saibam dosar até onde o que o mundo vai apresentá-los, pode ser aproveitado.





4 comentários:

  1. Ótima discussão. Tenho medo e pena pelas crianças atuais. Claro, sempre tem um desenho ou outro mais decente... Mas eu sinto que nossa infância foi mais recheada e mais inteligente... afinal, os adultos que viam tv comigo adoram até hoje aqueles desenhos.

    Bob em particular é um que marcou demais os pais da década de 90. Todos lembram-se do garoto.

    Enfim, adoro o Bob, fiz um trabalho de semântica e pragmática sobre ele (acho que você já leu, mas: http://oslitteralis.blogspot.com.br/2012/11/analise-5-o-fantastico-mundo-de-bob.html)

    Parabéns Ray \o/

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  2. Lets, realmente! Eu concordo em tudo com você! O Cartoon Network por exemplo, recordo-me que o canal nunca fora exemplar, mas os desenhos vinham menos radicais do que hoje. Tenho uma amiga em que o irmão caçula de dez anos é proibido de assistir certos desenhos, e a mãe dele tirou o Cartoon da assinatura. Enfim, nós tivemos uma infância muito boa e produtiva. Pretendo falar mais sobre isso no Blog. Eu já tinha lido o seu trabalho sim ^^' Um beijão!

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  3. Adorei o post. Mas acho que alguns desenhos de agora até que são legais (amo desenhos eahueahuehuea). teu blog é lindo, sempre que posso venho aqui. bj

    http://escritor-a.blogspot.com.br/

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    1. Obrigada Camilla *-* Sim, ainda existem desenhos muito bons, a questão é que nem todos tem alguma essência para passar às crianças.

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